Matrinxã

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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Dez dicas para pescar traíra

Dez dicas para pescar traíra

Truques para você ter muito sucesso e emoção na pescaria dessa espécie

traira.jpgCara de peixe pré-histórico, dentes afiados e cor escura. Conhecida por sua voracidade e uma violência fora do normal nas brigas com pescadores. Todas essas características fazem com que o animal seja um dos mais populares entre o mundo dos fãs da pesca esportiva. Todo pescador gosta de dicas para pescar traíra.
As traíras são encontradas em todas as regiões do território nacional, habitando diversos tipos de mananciais. O que torna a sua pesca ainda mais interessante é o comportamento do animal, que é territorialista e gosta de ficar em áreas sombreadas.
Pensando na comodidade dos leitores, a  Pesca & Companhia apresenta algumas dicas para você tentar fisgar esses exemplares. Boas pescarias!
Confira algumas dicas do Site da Pesca & Companhia para você fisgar muitas dentuças:
1- Nos lagos de hidrelétricas não dispense os locais onde a água tem velocidade, pois as traíras adoram ficar neles. Desembocadura de córregos e ribeirões são pontos estratégicos.
2 – Para as iscas soft (minhocas, salamandras etc) costumo usar um empate de aço flexível de 10 lb e aproximadamente 12 cm de comprimento para a linha não arrebente. É possível capturá-las sem arame também, mas há o risco de arrebentar  linha. Usar anzóis maiores, como 4/0 e 5/0, facilita na hora de ferrar as traíras de grande porte.
3 – Nos spinnerbaits e buzzbaits, além de usar os grubs como trailers, procure utilizar os que dêem contraste com a cor da saia da isca. Amarre com linha de multifilamento e cole o local onde a linha é presa para tornar a isca um pouco mais resistente.
4- Quando o anzol ficar bem preso na boca do peixe use o alicate de contenção e outro de bico para extraí-lo. No momento da retirada do anzol jamais tire a atenção dos dentes, ficando atento com as reações deste peixe. Por incrível que pareça um pequeno desvio de olhar ou um pequeno aliviar de pressão nos dedos quando estiver segurando-o é o bastante para que este peixe se contorça, podendo causar sérios acidentes com os anzóis ou as garatéias.
5- Utilize as costas do seu remo para cortas suas iscas.
6- Evite ficar descalço na embarcação. Uma traíra aparentemente calma poderá surpreendê-lo com doloridas mordidas
7- Fatias de peixe ou toras de tuviras devem ser fixadas de maneira que a ponta do anzol fique livre para uma melhor fisgada.
8- Altere a velocidade de recolhimento de sua artificial. Em dias mais frios ou muito quentes, as traíras são mais lentas. Enquanto em dias nublados com uma temperatura agradável elas atacam mais rápido. Já nos dias em que a traíra somente acompanha a isca use uma minhoca no sistema weightless (sem peso). A mudança é fatal, principalmente as com cores cítricas.
9- Os anzóis e split rings (argolas) dos plugs devem ser reforçados, caso contrário, quando pegar um grande exemplar, ele poderá abrir ou literalmente virar um oito.
10 – Caso pretenda levar algum peixe para comer, evite pescar em baías sem ligações com águas correntes ou aquelas com água parada e quente. A probabilidade de existirem vermes na carne é quase certa. Se o barco não tiver viveiro, cubra seus pescados com alguns ramos do próprio aguapé, com raiz e tudo. A umidade das raízes irá conservar o peixe fresco e suas folhas o protegerão dos raios solares.

Cinco dicas de chicote de pesca

Cinco dicas de chicote de pesca

Nossos consultores ensinam os macetes para você caprichar na montagem dos chicotes

Item importantíssimo na pesca com iscas naturais, o chicote de pesca pode ser definido como um conjunto de peças terminais, como anzóis e pesos, unidos a linha principal por meio de um girador.
Por ter uma pernada feita de linha mais resistente pode-se dizer de forma simplificada que se trata de uma espécie de líder. Porém, este é um líder muito mais sofisticado, por fazer a apresentação da isca de forma mais natural possível ao peixe.
Esta montagem normalmente usada para a pesca de fundo nem sempre recebe a devida atenção do pescador, que muitas vezes esquece de levar em consideração o seu tamanho, forma e componentes mais adequados. Eles devem variar de acordo com a espécie que se pretende capturar, iscas, aspectos geográficos e outros fatores como a visibilidade da água.
Sabendo dessa importante característica, o portal Pesca & Companhia selecionou alguns chicotes para enfrentar a maioria das espécies brasileiras.
CHICOTEUNIVERSALChicote universal
Podemos definir este modelo como básico e que dá origem a diversas montagens. Pode ser usado tanto com iscas vivas como mortas e em praticamente qualquer situação ou espécie pega no fundo. Para montá-lo basta peso oliva ou redondo, girador, linha de diâmetro mais grosso que a linha principal, anzol e caso, seja necessário, encastoador para espécies que possuam dentição.
CHICOTEPALOMAChicote paloma ou mineiro
Ideal para piaparas, pacus e piavuçus, usando a técnica especial em que a isca é solta dentro de copinhos, um dos seus segredos deste chicote é o peso que vai ser usado. Por este motivo, o pescador deve efetuar várias trocas até achar o mais indicado, mas é bom lembrar que ele deve tender sempre para o leve.
CHICOTEDEANZOLDUPLOChicote de anzol duplo para olhos-de-boi com peixes vivos
Deve ter uma pernada de 5 m de náilon ou fluorcarbono de 130 lb e nela pernada ficam presos dois anzóis, um na boca da isca e outro nas costas. Esse método é usado, pois muitas vezes as iscas usadas são grandes (acima de 3 kg) e os dois anzóis aumentam as chances de que um deles pegue na boca do olho-de-boi, mesmo que ele ataque a isca pela cauda. Nessa pernada uma chumbada é presa com uma linha fina diretamente a primeira argola do girador rolamentado.
CHICOTILHOChicotilho
Este é um chicote especial com “iscas artificial” para a pesca do curimbatá. Para fazer esta montagem são usados três anzóis maruseigo nº18, linha monofilamento ou fluorcarbon 0,50 mm, fita veda rosca, lantejoula prata e vermelha (pequenas para entrar com pressão no anzol), canutilhos e lantejoulas amarelas, brancas e vermelhas (à venda em bazares de corte e costura), girador, stop (borracha que não deixa a chumbada bater no nó do girador) e chumbo oliva redondo.
CHICOTECOMCEVADORChicote com cevador
Este tipo foi usado agora na matéria de curimbatás, mas podem ser usados para diversas espécies, uma delas é o pacu, pois o cevador poderá ser abastecido com milho cozido apenas e usar o próprio milho de isca.  Para montar, coloque o cevador na linha principal e depois coloque o peso e amarre no girador. Em seguida prenda uma pernada de 50 cm no máximo com dois anzóis, um de costas para o outro.

Nado perfeito

Nado perfeito

O segredo para o melhor nado de sua artificial está no pitão frontal. Por isso é importante mantê-lo ajustado

internaNADOMELHOR.jpgPoucos sabem, mas o segredo de um nado perfeito das iscas artificiais, principalmente as de meia água e de fundo, está no pitão frontal, lugar onde é preso o snap.
Por isso é importante sempre verificar se ele está na posição correta, especialmente depois de capturar um grande exemplar, que pode acabar desalinhando a peça.
Caso isso aconteça, ele pode ser facilmente resolvido com um alicate de bico, acertando a posição do pitão.

Como pescar traíra no pesqueiro

Como pescar traíra no pesqueiro

Confira algumas dicas que a Pesca & Companhia sugere para você aproveitar

INTERNASOFTTRARIAA.jpgIr ao pesqueiro favorito é uma boa alternativa . E uma das espécies que o pescador pode encontrar é a traíra.
Chamadas de dentuças, ou lobós, essa espécie “com cara de primitiva” encanta pela sua agressividade ao atacar uma isca natural ou artificial. Quando fisgada, pode saltar para fora d’água, fazendo acrobacias que afirmam sua força.
INTERNAISCASOFTTRAIRA.jpgComo pescar traíra no pesqueiro? Uma das técnicas que nosso staff vem utilizando nas pescarias de traíras nos pesqueiros é com o uso de iscas soft. Aí vai da disponibilidade do arsenal de cada um: minhocas, sapinhos, salamandras e ratos artificiais.
O segredo está no arremesso. “Coloque” a isca de sua preferência bem rente à margem, fazendo com que ela passe o mais próximo possível de estruturas, como matas alagadas, troncos e raízes submersas. São nessas estruturas que as traíras buscam abrigo e ficam espreitando alguma presa.
No caso de usar sapinhos, preste muita atenção na velocidade de recolhimento. Ela pode ser alterada de acordo com a “manha” das traíras, que ora estão rápidas, ora estão mais preguiçosas. Com as minhocas, verifique a profundidade do lago para saber se deve usar ou não um peso para afundá-las.
Quanto ao equipamento, use vara de seis pés (1,82 m) ou mais comprida, por conta da alavanca, e de ação rápida. Não se esqueça de empregar líder de fluorcarbono (30 a 50 lb) ou de aço flexível, pois a dentição das traíras tem “corte” suficiente para romper as linhas de monofilamento ou multi.

Como colocar snap nos jigs?

Como colocar snap nos jigs?

Facilite a tarefa de trocar uma isca do tipo jig durante a pescaria

Como colocar snap nos jigs? Quem já utilizou jig ou jig heads alguma vez sabe a dificuldade que é colocar o snap nessas iscas porque muitas vezes a abertura da alça desta pequena peça é muito fechada.
Pensando em agilizar a troca, prenda uma argola na cabeça de jig. Isso facilitará a troca de iscas.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Dicas para pintados


Dicas para pintados 
Editor especial revela os seus truques; aproveite nos meses mais frios 

O assunto é: dicas para pintados. Há muitos anos pesco frequentemente em águas do Rio Paraná na Argentina e considero um dos melhores locais para a pesca de surubins-pintados.

Tudo começou com um aprendizado durante visita à Pousada Gêmeos Pesca Esportiva em 2002, localizado nesta região. Na época, minha experiência com a espécie se resumia às capturas no Pantanal (MS), no próprio Rio Paraná, próximo à cidade de Panorama, interior de São Paulo; e a uma visita ao Rio São Francisco, onde o maior exemplar capturado foi de 22 kg. Naquela épica, esses exemplares pareciam serem grandes, isso até conhecer o trecho do Rio Paraná, entre Ita-Ibaté e Paso de la Patria, com destaque para os pontos de Ita-Ibaté e Yahapé, na província de Corrientes.

Foi neste local que vi muitas outras pessoas capturarem os verdadeiros grandes troféus, peixes que ultrapassam 50 kg e 1,60 m de comprimento. Ao meu ver, esse exemplares estão mais frequentes na região desde a consciência da prática do pesque e solte, que já era praticado espontâneamente por operadores e guias locais. Agora, a prática é garantida por lei, proibindo o abate de peixes menores do que 85 cm e maiores do que 1,20 cm e, assim, dando permissão somente para o abate de um único exemplar.





O primeiro

Data de 2004 meu primeiro grande exemplar, digno de uma longa briga, e que me surpreendeu pelo tamanho, chegando até a quebrar a balança de peso que marcava até 65 kg. Estimou-se, então, que o exemplar poderia ter 70 kg em seu 1,86 m.

Na época, usava a carretilha Shimano Antares equipada com linha de náílon 0,20mm e ele foi embarcado com o uso de isca artificial no corrico (trolling). Não há necessidade de equipamento pesado, mas é preciso ter muita linha na carretilha para ser usada. Duzentos metros é o suficiente, e com o multifilamento entre 0,18 e 0,23mm muitas carretilhas que antes eram descartadas agora podem ser usadas. Alerto apenas para o tamando do caniço, que deve ter mais de 6”, facilitando bastante na hora do embate com o peixe.


Sou adepto de conjuntos leves. O meu é formado por uma 6’ indicada para linhas de 12~20 lb, e montada em uma haste da Gloomis da série Muskie. Uma vara mais comprida facilita o trabalho com o peixe, tal como a carretilha Daiwa Millionare CV-Z 253A, que, apesar de antiga, não troco e nem vendo. Ela está modificada com rolamentos de cerâmica Boca e fricção Carbontex abastecida com linha de multifilamento 0,23mm YGK – ADO X PE 2, de aproximadamente 200 m.

O mito

Para se pegar um troféu existem duas formas: corrica-se (trolling) com iscas artificiais ou roda-se pelos pontos promissores com isca natural. Prefiro o segundo, apesar de eu ter mais capturas com iscas artificias.

Normalmente, quando queremos fisgar o dourado no corrico, a pescaria é feita subindo o rio e normalmente na perpendicular, criando um traçado em “Z”, pois a característica da espécie é estar mais ao meio da coluna d’água protegido em obstáculos de onde partem para um rápido ataque à presa. Agora, para o surubim se corrica a favor da correnteza ou seja conta-se com a força dessa para que sua isca atinja maior profundidade.

O mito de que o surubim bate na presa com o rabo e volta para pegá-la de vez não é real. No começo até pensei nessa possibilidade e reparei durante as capturas que de fato existiam algumas na cauda.

Entretanto, eu estava equivocado, pois na realidade a isca enrosca no exemplar durante todo o dia enquanto corricamos. Contudo, a briga é boa e muitas vezes se torna até mais vantajosa para o peixe. Em todas minhas capturas, ao final do dia, a isca estava presa na boca do animal. Na minha interpretação, durante este horário, os pintados saem para comer e por isso são fisgados pela boca.

Na rodada, também conhecida com caceio, a situação é diferente, já que a isca natural acaba atraindo a atenção do predador que a abocanha.

É necessário estar atento na hora, para não fisgar desenfreadamente, pois é preciso sentir o peso do animal carregando a isca. Nesta hora devemos proceder com firmeza na fisgada. Se ele começar a correr, a briga vai ser boa, e nessa oportunidade aproveite para confirmar a captura. Eu o faço com três puxadas rápidas, seguidas e curtas.

As capturas nessa finalidade, no período final do dia, só reforçam minha observação sobre as fisgadas pela boca quando se corrica.

Sou fã de anzol do tipo Maruseigo, e o utilizo no tamanho 30 e às vezes 40. Quanto ao líder, quando corrico, uso geralmente o de náilon com mais de um metro de 0,50 a 0,70mm. É um shock líder usado para absorver impactos, por isso minha preferência por náilon, que é mais flexível, pois algumas vezes a água está muito baixa, aumentando o atrito entre as pedras, ou até porque os dourados estão presentes nos mesmos locais.

Siga a recomendação de seu guia; ele vive lá e vai saber se é necessário usar náilon e em qual diâmetro ou metálico.

Entre junho e agosto

A época mais propícia para a procura dos grandes troféus é de junho até agosto, mas é possível pegar o ano todo. Já me ocorreu pegá-los em diferentes épocas. Mas é no inverno que o bicho pega com mais frequência. Em 2013 a temporada se estendeu até outubro. Em julho deste ano fiquei hospedado com clientes nos Gêmeos Pesca Esportiva, e as capturas foram impressionantes, como pode ser visto nestas fotos.

O frio não chega a ser problema neste período do ano, pois o clima é bastante parecido com o do sul e do sudeste do Brasil. Mas é necessário estar vestido adequadamente, mesmo não sendo um tipo de pesca em que o pescador se molhe.

Mesmo que você não goste desse tipo de pescaria, vale a pena a experiência de pegar um grande troféu.